quarta-feira, 6 de maio de 2009

la ventana.


























A janela da minha casa é um triste teatro que represento para ninguém. Ao contrario dos meus dias. Estranha essa tendência constante de sempre ver o pior dentro do que quer que aconteça. Por mais que a gente pense o contrario, sempre prevemos o pior. Somos nós dois. Nós tres. Quantos compactuam sobre um mesmo mal?

As janelas do outro lado da minha estão acesas e, de tempos em tempos, um rosto surge para reportar aos outros tudo o que estou fazendo. É chique usar roupas douradas numa tarde de sol? Pensamentos anti-tropicalistas e sentimentos opostos ao sexo me despertam a janela acesa do outro lado do meu terreno. Reportem o que não acontece. Difundam o que nunca existiu. Cedo ou tarde vocês saberão.

Agora eu estou de costas para eles. Desculpe se o que escrevo te prende. Desculpe se o que te escrevo te influencia no que você escreve. Desculpe se você nunca souber para quem estou falando. Existem pessoas à nossa volta. Você já reparou? Do outro lado da janela, atrás das minhas costas, eles tecem observações precisas sobre o que não sou.

Grandes. Gigantescas epifanias esperam por mim.

3 comentários:

sara lee disse...

não há mal ao sul do equador de nós.
existimos com luz
onde não há luz
podemos ser cegos, com luz.
tres
pure ;)

Marina Matsui disse...

Ahahahaha!!!
Golpe de marketing?
Tô sabendo que deu até tchauzinho.

geheimnis disse...

seria melhor não ter visto a luz. talvez a escuridão fosse mais suportável.



mas eu ainda tenho educação. ainda sorrio para os que estão do outro lado do vidro.

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