quinta-feira, 7 de agosto de 2008

A noite aqui no alto da colina são os sapos. Eles falam para mim. Poucos escutam os sapos.  Mas eles falam para nós. Aqui no alto da colina nós vivemos um sonho e construímos um filme que é a nossa vida. Antes de qualquer coisa, nós filmamos a nossa vida. Nós vestimos os nossos sonhos. Nós dirigimos a arte dos nossos quartos. Os objetos são nossos desejos secretos. Fotografamos a textura exata de tudo o que nunca seremos. Ousamos ser o que sonhamos antes de sermos nós. Somos o que seríamos antes de agora.

Se as estrelas gritam os sapos brilham e apenas a troca de dois olhares é  o bastante para que a noite ganhe alguma graça e a vida encontre um certo sentido. Sonhamos antes de dormir. E dormimos pesado para o trabalho ser tudo o que for nós. É doce a vida. É belo o trabalho. São presentes os dias todos que ainda teremos aqui, no topo da colina.

Os que nos enxergam do longe nos chamam de hippies. Os nativos da cidade nos vêem como loucos. Nós sabemos da nossa dor. E choramos sobre o que foi de nós. E dançamos todas as noites. Temos um mundo para comemorar. E temos um sonho que, a cada dia, a cada objeto, a cada peça de roupa, a cada take, se torna um pouco mais real. Mas nunca o bastante. Seremos um eterno sonho. Mesmo depois do sono do trabalho terminado.

Corta. 

Um comentário:

Macabéa, Alien disse...

vestir os sonhos é o melhor jeito de aquecer o frio / externo e interno.
bj

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